Buscar
  • forumsolucoescovid

TERCEIRA ETAPA ENCERRA O FÓRUM SOLUÇÕES COVID-19 eSPORTS

Após três etapas, o Fórum Soluções Covid-19 eSports chegou ao final nesta segunda-feira, 26 de outubro, com a realização do terceiro e último dia de palestras. Desta vez os painéis apresentaram os temas “O Setor Privado e os eSports” e “O Terceiro Setor e os eSports”, além de abordar a importância da preparação física para os praticantes da modalidade.



Palestrantes

Participaram do último dia do fórum Pablo “xrm” Oliveira, narrador da Gamers Clube, o cofundador da Kinship João Gava, o gestor de projetos da Octagon Brasil, Manoel Ferreira, o gerente de marketing da Federação Paulista de Futebol, Maurício Fragata, o secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento do Brasil, Bruno Souza, o diretor do Comitê da Cadeira Produtiva do Esporte da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Code Fiesp), Mário Frugiuele, diretor técnico da Federação Mineira de Karate Kyokushin Oyama, Rodrigo Lopes, o diretor de produtos da College Esports Expo Brasil, Rick Menasce, o diretor executiva da Koatch Gym, Cristiano Parente, a coach Larissa Hara e o sócio do Grupo Arcadia, Moacyr Alves.

O melhor da terceira etapa

Painel 1

“Quando pensamos em atrair equipes internacionais para jogar aqui devemos pensar que nossos maiores eventos oferecem premiações de R$ 150 mil, enquanto lá fora estão acostumados a receber US$ 500 mil. Mas o principal fato é a questão do nível. Nossos jogadores ficam presos aqui e quando vão lá para fora eles sofrem muito com o nível elevado dos adversários. Precisamos trazer vagas internacionais para levar nossos campeões para competições internacionais e aí assim elevar a experiência e qualidade dos nossos times.” (Pablo “xrm” Oliveira)

“A parte de patrocínios tem feito algumas mudanças. A MasterCard fez uma ação dentro do game League of Legends, empresas não endêmicas passaram a adotar os namingrights de alguns times, como o Vivo Keyd, outras estão expondo marcas nos uniformes e até atuando como fornecedoras de uniformes e materiais.” (João Gava)

“Se o governo quer participar tem que ser muito mais como apoiador e fomentador do que organizador, pois isso cabe às empresas que já são especializadas e estão inseridas no mercado há muito mais tempo e com mais expertise. Apoio financeiro, isenções tributárias e aproveitar melhor as arenas são algo que entra mais no papel do estado.” (Manoel Ferreira)

“A diferença do mundo físico para o virtual é que as empresas precisam entender que quem gosta da modalidade, a consome. O Counter-Strike é um exemplo que pode ser relacionado ao MMA e ao que foi o boxe no passado, com resistência por causa da violência. Mas assim como esses esportes tinham quem consumisse, o CS também tem. Se a empresa tiver essa visão e entender que há quem assista e direcionar sua comunicação para esse público, sempre haverá boa audiência e bons negócios.” (Maurício Fragata)

Painel 2

“Acredito que em breve poderemos ter uma Olimpíada de jogos eletrônicos, algo que já é conversado no Comitê Olímpico Internacional (COI), que vem dando bastante atenção aos eSports. Temos uma agenda para entender esse fenômeno em escala global e prevemos um futuro brilhante para esse esporte. É um movimento natural do COI estudar possibilidades de encaixe de novas possibilidades, mas isso requer, é claro, um trabalho muito grande e burocrático para realizar, ainda pelos jogos eletrônicos serem propriedades intelectuais privadas.” (Bruno Souza)

“Os eSports vieram para ficar e essa situação vai intensificar o aproveitamento da atividade física, pois está mais do que provado que os games também combatem o sedentarismo. A FIESP vê isso com muito bons olhos, e a gamificação da indústria, dos processos produtivos e administrativos é um fenômeno que atinge a todos e os números são fantásticos.” (Mário Frugiuele)

“Games com interação física (exergames) podem ser considerados um bom exercício real, mas que não substituem a atividade aeróbica convencional. Os exergames podem ser utilizados para reabilitação de algum indivíduo com problemas físicos, melhora o sistema cardiovascular de mulheres inativas em alguns casos e promovem gastos calóricos bem parecidos com uma atividade física tradicional, dependendo do jogo.” (Rodrigo Lopes)


“Nos EUA está crescendo o movimento dos eSports universitários, e queremos cada vez mais conectar a indústria dos jogos eletrônicos com os alunos. No Brasil, são poucas as instituições que aderiram à modalidade, mas sim os próprios alunos ou atléticas que vêm tomando partido e criando seus times. É importante que as universidades ofereçam esse caminho como opção de carreira, conectando esses jovens, por meio de programas e bolsas de estudos, com faculdades do mundo inteiro.” (Rick Menasce)

“Apenas 20% dos indivíduos conseguem atingir todo seu potencial de inteligência, que são aquelas pessoas focadas em inovação, que pensam para fora. Os outros 80% correspondem a quem não tem foco, tentam controlar o incontrolável e gastam energia com coisas que não deveriam. Sua carreira é reflexo dos seus comportamentos.” (Larissa Hara)

“A preparação física de um atleta de eSports é imprescindível não só para manter a postura e evitar lesões, mas para melhorar seu rendimento. Em nível mundial de competição qualquer detalhe pode fazer muita diferença e milésimos de segundos podem mudar a história de um jogo.” (Cristiano Parente)

O Fórum

Apresentado nos dias 16, 23 e 26 de outubro de 2020, por plataforma online e inteiramente gratuito, o Fórum Soluções Covid-19 – eSports foi uma realização da Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer, e da Federação Paulista de Esportes & Fitness (FPEFIT), com apoio do Cref-4/SP, ABSMEL, Nimo Brasil, Arcadia e Sindiclube.

8 visualizações0 comentário
  • facebook
  • instagram
  • Twitter
  • telegram

@2020 BY FÓRUM SOLUÇÕES COVID-19 – eSports